sexta-feira, 30 de março de 2018

Candidatura Aberta para a Direcção Nacional da LPN 2018-2021

Sou associado da LPN-Liga para a Protecção da Natureza há 25 anos. Tenho contribuído de várias formas para a associação mas desta vez resolvi lançar uma candidatura, aberta a todos os associados, para a Direcção Nacional.

Podem ler tudo sobre esta aventura, o que me motiva e a minha visão para a LPN aqui: Candidatura Aberta.


segunda-feira, 19 de março de 2018

Área ardida nos incêndios de 15 de Outubro de 2017 colocaria este dia no quarto lugar dos anos com maior área ardida


Os fogos com data de primeiro alerta de 15 de Outubro de 2017 consumiram uma área de território maior do que a que arde na maior parte dos anos civis completos para os quais há registo, excepto três. Ou seja, a área ardida pelos incêndios começados em um só dia foi tão extensa que colocaria esse dia no quarto lugar dos anos com mais área ardida, algo absolutamente extra-ordinário (ver tabela acima).

A pergunta é, como é que se combatem incêndios num dia como o 15 de Outubro de 2017? Veja-se no gráfico de cima a variabilidade da área diária ardida entre 1 de Junho e 31 de Outubro de 2003 (a azul) e 2017 (a encarnado) - os dois anos campeões em área total ardida - por data de primeiro alerta dos incêndios. Note-se a diferença de escala da área ardida no dia 15 de Outubro de 2017 (pico encarnado da direita), quase cinco vezes maior do que o incêndio de Pedrogão em Junho de 2017, o pico encarnado da esquerda, e como estes dois picos de área ardida em 2017 aconteceram totalmente desfasados do período de maior área ardida em 2003 (mês de Agosto), o segundo ano em que mais área ardeu (picos a azul).

Não existem meios de combate que consigam fazer frente a incêndios desta dimensão. A aposta tem de passar cada vez mais por medidas de prevenção.

domingo, 11 de março de 2018

Teixo, a árvore que deu o nome ao Tejo

Fotografia de teixo em Portugal, por Cristina Estima Ramalho (daqui) e gravura de teixo (daqui)

É uma das árvores mais raras de Portugal Continental, mas nem sempre foi assim. O teixo - Taxus baccata em latim - é uma árvore de folha perene que ainda persiste em alguns vales das Serras da Estrela e da Peneda e Gerês e, parece, também na Serra do Caramulo, o que desconhecia. Podem ver um mapa actual de distribuição da espécie na página da Flora-On (quadrículas com teixo a preto na imagem abaixo). Mas a sua distribuição já foi muito mais alargada, como mostra a abundância do topónimo teixeira por esse país fora.

Em Espanha, a distribuição do teixo, ou tejo como se diz em castelhano, é mais ampla, como também se pode ver na imagem abaixo (quadrículas com teixo a encarnado).
Mapa actual da distribuição do teixo em Portugal Continental (via Flora-On) e em Espanha (daqui).

sexta-feira, 9 de março de 2018

Conheça o projecto "Gestão integrada e promoção da biodiversidade de uma área de montanha na serra do Alvão” dos Baldios da Freguesia de Alvadia, Prémio ICNF 2017

(Se desejar visitar este projecto terá uma oportunidade a 31 de Março de 2018 no passeio mensal da Montis)
A pastorícia com raças autóctones - aqui a vaca Maronesa - é um dos pilares deste projecto. Foto de Avelino Rego.

« (...) o projecto (...) propõe um tipo de gestão que concilie os interesses económicos da população com a preservação e promoção dos valores naturais, com objectivos de conservação de espécies e habitats e de sustentabilidade das actividades tradicionais das comunidades que aí habitam, conduzindo assim a uma valorização do território, promovendo a própria sustentabilidade do modo de viver nesta área de montanha.»

 

Imagem dos Baldios da Freguesia de Alvadia, na Serra do Alvão, onde decorre o projecto. Note-se o mosaico de habitats de montanha, dos prados aos pequenos bosques, passando pelas linhas de água. Foto de Avelino Rego daqui.

A primeira edição do Prémio ICNF (2017) teve três vencedores. No entanto, a procura de mais informação sobre cada um desses projectos não é fácil. Porque considero que as boas práticas na conservação da natureza são merecedoras de uma divulgação mais alargada, faço aqui uma primeira divulgação de um dos projectos vencedores, o projecto Gestão integrada e promoção da biodiversidade de uma área de montanha na serra do Alvão dos Baldios da Freguesia de Alvadia. 

Os três projectos vencedores do Prémio ICNF 2017.
Agradeço ao Avelino Rego a generosidade em me fornecer toda a informação que pedi.

A Freguesia de Alvadia situa-se no Sudeste do concelho de Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real. Podem ver a sua localização aqui. O território da Freguesia de Alvadia fica em continuidade com o Parque Natural do Alvão, como se pode ver na imagem abaixo. O Parque Natural do Alvão, com os seus cerca de 7000 ha é relativamente pequeno e abarca apenas parte da Serra do Alvão. O seu pequeno tamanho reforça a importância da boa gestão dos territórios que o rodeiam, e é isso que este projecto ambiciona.


A localização da Freguesia de Alvadia, Concelho de Ribeira de Pena, Distrito de Vila Real.


Para descrição do projecto vou recorrer ao texto de divulgação elaborado pelos próprios que me parece excelente. Dou então a palavra aos autores:

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

"Uma Caminhada por Todos", Mosteiro de Folques, Arganil, 15 de Abril de 2018

Nova Data: 15 de Abril de 2018


Venha participar numa caminhada solidária na belíssima Serra do Açor. Esta iniciativa será uma forma de apoiar com a nossa presença e com o valor da inscrição de 5€ um território grandemente afectado pelos incêndios do passado mês de Outubro de 2017.

 

Um dos bonitos caminhos da Serra do Açor que iremos percorrer. Foto daqui.



"UMA CAMINHADA POR TODOS - Evento Solidário
 
Dia 15 de Abril pelas 9h partimos á conquista de alguns trilhos ribeirinhos da Serra do Açor.

Selada das Eiras. Foto daqui.
O percurso tem cerca de 10km, o ponto de encontro será no Mosteiro de Folques, onde todos os participantes serão transportados para o local de início da Caminhada (Selada das Eiras). Seguidamente, irão através de trilhos, passando nas localidades de Salgueiro e Monte Redondo, terminando o percurso no Mosteiro de Folques, onde haverá um convívio final entre todos os participantes.

A organização pretende com este evento dar movimento a algumas das áreas afetadas pelos incêndios de 2017, sendo que este percurso apresenta um grande interesse paisagístico, pois é feito entre uma linha que separa o que ardeu do que não ardeu, chegando mesmo a passar por trilhos de uma enorme beleza que não foram afetados.

Todas as receitas serão entregues na Conta Solidária da Câmara Municipal de Arganil."


A caminhada é organizada por BeiraSerra Aventure em parceria com o Município de Arganil, a Junta de Freguesia de Folques, a Comissão de Melhoramentos de Monte Redondo e várias outras organizações e negócios locais.



As incrições podem ser feitas na página da BeiraSerra Adventure, organizadora do evento, em https://www.facebook.com/beiraserradventure

Podem ainda aderir ao evento no facebook aqui para verem actualizações de informação, se desejarem.

Irei ajudar a organizar partilha de boleias desde Lisboa, para os interessados. Contactem-me para plerias (a) yahoo.com

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Área de gelo marinho diminui para novos mínimos


A área de gelo marinho atingiu o nível mais baixo desde que se iniciaram registos. Estima-se que seja o nível mais baixo desde há pelo menos 12 000.

Como o mar aberto absorve energia solar melhor do que o gelo marinho, esta diminuição contribui para um aumento da velocidade do aquecimento global.

São más notícias. As alterações climáticas continuarão a agravar-se.


A área de gelo marinho atingiu o nível mais baixo desde que se iniciaram registos.

Ler o artigo original em https://grist.org/article/polar-ice-is-lost-at-sea/ .

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

27 de Janeiro de 2018 - Nova acção de Voluntariado em Monte Redondo, Serra do Açor


Vai decorrer no próximo Sábado, 27 de Janeiro de 2018, uma nova acção de voluntariado em Monte Redondo, Freguesia de Folques, Concelho de Arganil, Distrito de Coimbra. A acção chama-se "Desbravando Caminhos em Monte Redondo" e podem ver a informação sobre a mesma no Facebook aqui.




Depois da #1 acção de voluntariado "Três Dias pela Floresta na Serra do Açor" é tempo de regressar ao Monte Redondo e continuar a abrir caminhos há muito escondidos debaixo de mato. Podem ver um pequeno apanhado das actividades que realizámos na primeira acção, de 8 a 10 de Dezembro de 2017, no vídeo acima, da autoria de Paulo Martinho que participou como voluntário.

Na primeira acção de voluntariado limpámos o antigo caminho de acesso à aldeia e dois outros caminhos que entram pelo território em redor de Monte Redondo. Um desses caminhos é particularmente interessante (é o primeiro que se vê no filme) mas apenas ficámos na meia encosta. Desta vez queremos chegar ao vale e à ribeira!

O objectivo é re-descobrir os antigos caminhos que ligavam a aldeia a outras aldeias, à ribeira e ao baldio. No futuro, ambiciona-se criar novas rotas pedestres nestes caminhos para que o território em redor da aldeia não volte a estar abandonado e tão susceptível aos incêndios florestais.

Nesta acção vamos continuar a limpar estes antigos caminhos, cortando mato ardido e devolvendo placas de xisto aos muros.

Prometemos um ano cheio de acções de voluntariado e caminhadas. Venham! 


Para mais informações contactem-nos para plerias (a) yahoo.com ou então via a página do Facebook do Evento.

domingo, 21 de janeiro de 2018

A minha má experiência com a Coopérnico e porque considero importante relatá-la

Poucas coisas me frustam tanto como o cinismo ou falta de noção de auto-intitulados arautos de "novos paradigmas"


Em Outubro de 2017 aderi à Coopérnico e tornei-me cooperante. A Coopérnico, nas suas próprias palavras:

 A sua visão e missão expressas são:

A sua actividade económica central é o financiamento de projectos de energias renováveis, essencialmente, pelo que consegui perceber, produção de electricidade com paineis de energia solar fotovoltaica. Para além desta actividade principal, a Coopérnico permite ainda a realização de contratos de fornecimento de electricidade, mediante uma parceria com um distribuidor de electricidade. Para se ser cliente no fornecimento de electricidade tem que primeiro ser-se cooperante.


Este foi o panorama geral que me fez querer aderir e tornar-me cooperante. O meu entusiasmo era grande e partilhei-o no Facebook, tentando angariar mais cooperantes. Há anos que procuro abandonar a EDP e esta pareceu-me a oportunidade perfeita.

No entanto, as minhas expectativas, que eram altas, foram rapidamente goradas e, em semanas, fui praticamente empurrado para fora da cooperativa. Aqui vou expor as razões para a minha desilusão e o que me leva a censurar a Coopérnico tanto no sentido geral como na forma como lidou comigo.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

We need a network of genetic arks to help save Earth’s biodiversity

The sixth mass extinction event of Life on Earth has started. There are now more than 25,000 identified species heading for extinction; many more go out quietly and unseen. Success recovery stories, as beautiful as they are, are few and far between.

The pressure is coming from the size and activities of the human population. In the near past, human population has grown exponentially, increasing more than 4 fold in a century. At the present, human population is starting a demographic transition, slowing down its growth rate. We can expect - or hope - human population to stabilize in less than a century, give or take. This is good news. But the size of the human population is staggering and already stretching Earth's life support system. As we increase our share of a finite planet, the resources for all other forms of life are rapidly diminishing. To make matters worse, climate change is increasing pressure on many wild populations precisely when they have diminishing options to adapt and move, accelerating their demise.

The Svalbard Global Seed Vault, holding seeds of over 5300 plant species from around the world.

Technology might be able to mitigate our impact on Earth’s biodiversity in the future. But many life forms will no longer be around when that happens. Many are already extinct. Many, many more are walking dead.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

8 a 10 de Dezembro 2017 - Acção de Voluntariado "Três Dias pela Floresta na Serra do Açor"

A vila de Monte Redondo, na Serra do Açor, rodeada por incêndios em Outubro de 2017. Foto de Jorge Neves.
(for information in English, please go to the bottom of the text or to the Facebook Event here)
(Pode encontrar toda a informação sobre esta acção de voluntariado também no Facebook aqui)
Fraga da Pena, na Serra do Açor.
 
A Serra do Açor foi atravessada pelos fogos de Outubro de 2017 e este fim-de-semana prolongado será dedicado ao conhecimento da mata autóctone da Serra do Açor e ao voluntariado para ajudar à sua recuperação. Apesar de ter ardido, no último dia iremos visitar a Mata da Margaraça e a Fraga da Pena, sítios classificados da Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, para conhecer uma das mais bem preservadas áreas de vegetação natural da serra. Nos primeiros dois dias, iremos conhecer a aldeia de Xisto de Monte Redondo e colaborar como voluntários com a Comissão de Melhoramentos de Monte Redondo nos trabalhos pós-fogo no Baldio de Monte Redondo. O Baldio de Monte Redondo, com cerca de 50 hectares, fica a poucos quilómetros da Mata da Margaraça e esta sua proximidade reforça a importância de recuperar a sua vegetação.

Objectivos:
 

Mata da Margaraça, à direita. Foto: Cristina Girão Vieira, via ICNF.
1. Conhecer a realidade da floresta autóctone e de extracção na Serra do Açor com identificação das principais espécies, com visitas à Mata da Margaraça (exemplo autóctone) e Baldio de Monte Redondo (mosaico de floresta autóctone e de extracção);
 

2. Observar o impacto do fogo na floresta, compreender a dinâmica pós-fogo da vegetação e o tipo de intervenção a fazer no Outono/Inverno;
 

3. Apoiar e encorajar com o nosso trabalho voluntário os esforços da Comissão de Melhoramentos de Monte Redondo na recuperação da vegetação do Baldio de Monte Redondo e na reabilitação de algumas infra-estruturas danificadas da própria aldeia.

Casa de Xisto em Monte Redondo. Foto de Jorge Neves.

De acordo com Jorge Neves, da Comissão de Melhoramentos de Monte Redondo, entidade responsável pela gestão do Baldio de Monte Redondo:
«Monte Redondo é uma aldeia do concelho de Arganil, na Serra do Açor, implantada no topo de uma colina, a 550/600 m de altitude, de onde é possível avistar um belo horizonte, de que se destaca uma extensa parte do planalto beirão e as serras do Caramulo e do Buçaco. Como muitas outras aldeias na região, tem vindo a perder progressivamente população e a aumentar a extensão das áreas sem cultivo ou manutenção e no passado mês de outubro foi fustigada por dois incêndios, a 9 e 16 de Outubro, o último dos quais percorreu a quase totalidade da área do baldio e chegou, por vários lados, até à povoação.»
O trabalho a fazer no baldio passará por cuidar do solo, fragilizado e exposto pelo fogo. Vamos limpar e marcar caminhos, usar material lenhoso para ajudar à prevenção da erosão e eventualmente cortar exemplares de espécies infestantes ou que estejam em competição directa com árvores a preservar, deixando a touça no solo para que as raízes, vivas ou mortas, ajudem a segurá-lo. Só a Primavera irá mostrar que plantas sobreviveram e só depois se poderá pensar na melhor forma de recuperar a vegetação. Não se trata, por isso, de uma acção de plantação, porque não é ainda o momento próprio. É importante terem uma visão realista dos trabalhos e do impacto visual dos terrenos queimados. Mas, apesar de camuflada, a vida está lá e o nosso trabalho será dar-lhe as melhores condições para que se manifeste na Primavera com pujança.

O trabalho na aldeia passará por ajudar à limpeza e recuperação de uma fonte e tanque e ajudar a retirar parte de um muro que colapsou e ocupa o caminho.

O plano exacto de actividades está ainda a ser definido, mas para que não ocupem estes dias com outros compromissos fica aqui a primeira chamada!

Programa (muito) provisório (a opinião de todos para ajudar à sua finalização é bem vinda):

De 23 de Novembro a 14 de Dezembro de 2017 a LPN-Liga para a Protecção da Natureza promove o Ciclo de Debates: 'Floresta e Incêndios Florestais – Incertezas e Verdades'


Podem consultar o programa em pdf aqui. Foi criado um evento do facebook com toda a informação aqui.
«Em 2017, por razões várias, algumas de natureza excecional, os fogos florestais em Portugal atingiram níveis inimagináveis, em perdas e danos, incluindo humanas, desinquietando todos os portugueses para este recorrente e dramático problema. Em cima dos acontecimentos muito se disse, escreveu e prescreveu sobre o tema. Muito se exigiu e muito se prometeu.

A LPN-Liga para a Protecção da Natureza, passado o tempo de combate e de auxílio, entende oportuno, nos termos da sua missão como associação cívica, de interesse público, debater as razões fundamentais e estruturais que estão na génese da recorrência dos fogos florestais mas também apontar vias e soluções para que a floresta portuguesa seja diferente, mais resiliente, mais sustentável e mais usufruída pela sociedade portuguesa convocando-a, simultaneamente, para um esforço mais solidário e ativo para a sua proteção e valorização.»

23, 30 novembro e 6, 14 dezembro 2017 | 18h às 20h
Lisboa | CULTURGEST

INSCRIÇÕES GRATUITAS E OBRIGATÓRIAS para geral@lpn.pt | 217 780 097


23 NOVEMBRO | A GESTÃO CONTINUA A SER A MELHOR PREVENÇÃO?

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

É tempo de agir: um ano hidrológico 2016-17 que já era extremamente seco (e muito quente) termina com o Setembro mais seco desde que há registos

O IPMA acaba de publicar o Boletim Climatológico mensal referente ao mês de Setembro de 2017, e anual para o Ano Hidrológico 1/Out/2016 - 30/Set/2017.

Depois de um período de Abril a Agosto de 2017 muito seco, Setembro de 2017 é o mês de Setembro mais seco de que há registo (choveu -40% que o normal para a época) agravando a seca que se vive em todo o terrirório continental. Assim, em finais de Setembro de 2017, 81% do território continental estava em Seca Severa e 7,4% em Seca Extrema (ver mapa à esquerda e tabela à direita).

O semestre de Abril a Setembro de 2017 foi não só extremamente seco mas foi ainda o que teve uma média de temperatura máxima mais elevado desde que há registo. A conjugação de tempo muito quente e extremamente seco resultam, assim, em níveis extremamente baixos de água no solo, atingindo já, em alguns locais, níveis inferiores à capacidade das plantas de retirarem água do solo, o ponto de emurchimento. O ponto de emurchimento é o ponto de desidratação do solo a partir do qual as plantas não conseguem retirar mais água do solo. A partir deste nível muito baixo de humidade no solo a mortalidade das plantas aumenta exponencialmente.  

domingo, 1 de outubro de 2017

Benvindos ao Verão... em Outubro

A previsão metereológica do IPMA para a próxima semana é assustadora: tempo muito quente e muito seco.

Previsão do tempo para dia 2 de Outubro de 2017, com temperaturas acima dos 30ºC para todo o Continente.
Previsão do tempo para Santarém de 1 a 9 de Outubro de 2017, com temperaturas máximas sempre iguais ou acima dos 30ºC.

Depois de um Verão extremamente seco e muito quente vem aí mais do mesmo. Resta-nos esperar que um furacão do Atlântico não seja forte o suficiente para chegar a terra nas Américas e siga em direcção aos Açores e Continente para conseguir, finalmente, interromper o tempo seco.

Os meses de Abril a Junho já tinham sido extremamente secos e quentes. Veja-se o mapa com desvios das temperaturas para esses meses.
Desvios da média mensal da temperatura máxima do ar nos meses de Abril a Junho de 2017, com enormes desvios para temperaturas mais quentes.

As alterações climáticas são uma realidade já hoje. Summer is coming...

sábado, 30 de setembro de 2017

Como se poderá avaliar o resultado de Assunção Cristas/CDS nas eleições autárquicas de 2017 em Lisboa quando se espera o pior resultado de sempre da Direita com um Governo do PS em funções?

De vez em quando, dedico aqui um pouco de atenção às eleições em Portugal, não tanto para fazer campanha ou publicidade, mas mais para dar um possível contributo para a interpretação de resultados, com tabelas e gráficos. Desta vez, pretendo, ainda antes das eleições, tentar perceber se o resultado anunciado para Assunção Cristas/CDS na sua candidatura à presidência do Município de Lisboa nas eleições de 2017 se afigura como um resultado histórico e marcante, como vejo anunciado por todo o lado.

Monsanto em Outubro de 2017: actividades do Centro de Interpretação de Monsanto

Agenda de actividades do Centro de Interpretação de Monsanto, Lisboa, para Outubro de 2017: III Jornadas Apicolas - Mel em Lisboa e caminhadas.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Regresso às Jornadas Europeias do Património em 2017, de 22 a 24 de Setembro


Meia dúzia de anos após as minhas participações enquanto guia ao serviço da Loja de História Natural nas Jornadas Europeias do Património 2010 e 2011, regresso agora para as Jornadas Europeias do Património 2017, ao serviço da LPN-Liga para a Protecção da Natureza.

Vou guiar duas visitas no Sábado, 23 de Setembro e participar como um dos guias numa visita no Domingo, 24 de Setembro de 2017.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Incêndio de Orvalho-Oleiros: importante núcleo de azereiros da Fraga de Água d'Alta sofre perdas mas sobrevive

Sinalética da GeoRota do Orvalho ardida e por terra.
Em finais de Agosto de 2017, um violento incêndio no Concelho de Oleiros, distrito de Castelo Branco, percorreu vastas áreas da Freguesia de Orvalho, onde se insere a GeoRota do Orvalho, promovida pelo Geopark Naturtejo.

Um dos ex-libris desta rota é a Fraga de Água d'Alta, geomonumento classificado conhecido pela sua queda de água. Em redor deste geomonumento e ao longo da ribeira de Água d'Alta, prospera um bosque reliquial com um importante núcleo de azereiros Prunus lusitanica subsp. lusitanica, tendo sido contabilizados, antes do incêndio, cerca de 265 exemplares desta árvore rara, uma das maiores populações conhecidas desta espécie.

A GeoRota do Orvalho atravessa grandes áreas de pinhal, ardido em Agosto.
Numa visita efectuada a 9 de Setembro de 2017, fiz parte do trajecto da GeoRota do Orvalho e testemunhei as marcas que os incêndios deixaram. Era a minha primeira visita ao local e ia especificamente em busca dos azereiros. A caminhada a subir a ribeira foi um pouco angustiante, com exemplares de azereiro, folhado Viburnum tinus e sanguinho Frangula alnus, entre outras espécies, ardidos. Alguns azereiros encontravam-se caídos por terra. Era pouco animador.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Workshop de Anilhagem de Aves - Mata Nacional de Valverde, 3 de Setembro de 2017

A divulgação do evento na página do ICNF explica que:

«A anilhagem é um dos meios utilizados para o estudo e conservação de aves e neste workshop os participantes irão aprender a distinguir as diferentes espécies capturadas e suas características: sexo, idade, condição física e estatuto reprodutor. E acompanhar todo o processo de anilhagem de aves, desde a captura, colocação de anilha e respetivos registos, assim como a consequente devolução das aves ao meio natural.»

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Nova ameaça às árvores em Portugal: espécie de bactéria muito patogénica para oliveiras já está na Península Ibérica

Oliveiras seculares em Puglia, Itália, mortas pela Xylella fastidiosa. Foto daqui.
A bactéria Xylella fastidiosa, com origem na Califórnia, está a afectar desde 2013 os olivais de Puglia, Itália, e foi agora detectada, em Julho de 2017, em Alicante, Espanha.

A história, infelizmente, já é bem conhecida de todos nós. Uma doença de uma  espécie de plantas que antes existia apenas num local do mundo sem grande impacto é, como resultado de uma crescente globalização, introduzida acidentalmente noutro continente com resultados devastadores.

domingo, 6 de agosto de 2017

Artigo Publico.es: as oito espécies de animais mais ameaçadas de Espanha

Imagem Europa Press retirada daqui.
Neste artigo do jornal espanhol Público são oito as espécies de animais identificadas como as mais ameaçadas de Espanha:

1. o quebra-ossos Gypaetus barbatus;
2. o lince-ibérico Lynx pardinus;
3. o urso-pardo Ursus arctos;
4. o galo-montês ou tetraz Tetrao urogallus;
5. a foca-monge-mediterrânica ou lobo-marinho Monachus monachus;
6. a águia-imperial-ibérica Aquila adalberti;
7. o lagarto-gigante de El Hierro Gallotia Simony;
8. a tartaruga-mediterrânica Testudo hermanni;


Destas 8 espécies, 3 existem em Portugal: